Tornei os meus dias uma bagunça quando insistir que algumas pessoas ficassem, quando na verdade tudo que elas queriam era partir. Eu arranjei algemas e insistir que colocassem e cada vez que puxavam o meu braço em direção à saída, apertava mais… E mais… E quem se machucava era apenas eu. Qual é o meu problema? Arrumei a casa direitinho, coloquei os móveis no lugar, custa ficar? Mas quem eu queria enganar? Eu apenas tinha jogado toda bagunça em baixo da cama, alguma memórias no armário, decepções no ralo da pia,essa casa era eu, e eu estava em construção mas as obras não tinha fim, não mesmo… Afinal.. Quando eu estava indo bem, resolvia convidar ou deixava que as confusões do passado voltasse e eu era gentil, sempre fui, tudo bem que eu estava destruída, mas nada que um sorriso no rosto não resolvesse, eram um bando de pessoas egoístas não se importavam de verdade em como eu me sentia, se eu respondesse que estava tudo bem, eles acreditavam, não queriam ter que suportar ouvir os meus desabafos, então eu apenas respondia, tudo bem, com um belo sorriso no rosto, entre, fica, era divertido, mesmo em meio a bagunça faziam eu sentir que não importava a poeira, me ajudariam a arrumar, que boba, sempre fui uma boba, se a casa era minha, se à construção era nela, se à casa era eu, porque outras pessoas tinham que arrumar a bagunça comigo? Sendo que elas, elas eram o motivo da bagunça.. E pronto, mais uma parede quebrada, mais uma janela destruída, mais uma sujeira que eu deveria limpar, e era cansativo ter que limpar tudo aquilo sozinha, choveu durante noites, droga, eu não deveria ter chorado tanto. Até que um dia à primavera veio com tudo, o sol brilhou mais forte e foi aí que eu entendi, custou tanto cuidar do meu jardim não é qualquer um que pode entrar aqui, não mais. Não vou implorar que alguém fique, principalmente se for para tirar minha paz,qual é? é tão bom sentir o vento no rosto, um som divertido, o cheiro do mar.. Opa, por aqui não tem mar, mas ainda tem Paz, e tudo bem, conto os dias que vou molhar meus pés com tudo naquela água salgada, eu quero o barulho das ondas e catar as conchinhas de novo, cada uma mais linda que a outra, tô viajando demais… Ei garota volta ao mundo real por favor.. Mas enfim, foi divertido não foi o tempo que passou aqui? Mas eu entendi, não é todo mundo que compra passagem apenas de ida, algumas surgem já pensando em voltar, tem gente que passa as férias aqui só enquanto os problemas não vão embora, ou ficam apenas horas, ou uma noite, pedindo que eu às escute, e tudo bem… Adoro ajudar as pessoas, porém não imploro, não mais … Quer ir? vai, e vai correndo. Eu peço que sente, te sirvo um chá, um café, uma água, sei lá, vamos conversar, mas se você virar e me falar, preciso ir, não posso ficar, já deu à hora e ei garota, não vou voltar, me levanto e abro a porta para você, foi bom não foi? O tempo que passou aqui? Mas eu aprendi, que não vale a pena perder a paz por quem decidiu partir, sei que minha casa ainda precisa de ajustes e ando trabalhando nisso, é loop eterno de bons, bons reparos. Mas olha o tanto que eu já construir, e é, insistir em gente complicada? De complicada mesmo, já basta eu.Tornei os meus dias uma bagunça quando insistir que algumas pessoas ficassem, quando na verdade tudo que elas queriam era partir. Eu arranjei algemas e insistir que colocassem e cada vez que puxavam o meu braço em direção à saída, apertava mais… E mais… E quem se machucava era apenas eu. Qual é o meu problema? Arrumei a casa direitinho, coloquei os móveis no lugar, custa ficar? Mas quem eu queria enganar? Eu apenas tinha jogado toda bagunça em baixo da cama, alguma memórias no armário, decepções no ralo da pia,essa casa era eu, e eu estava em construção mas as obras não tinha fim, não mesmo… Afinal.. Quando eu estava indo bem, resolvia convidar ou deixava que as confusões do passado voltasse e eu era gentil, sempre fui, tudo bem que eu estava destruída, mas nada que um sorriso no rosto não resolvesse, eram um bando de pessoas egoístas não se importavam de verdade em como eu me sentia, se eu respondesse que estava tudo bem, eles acreditavam, não queriam ter que suportar ouvir os meus desabafos, então eu apenas respondia, tudo bem, com um belo sorriso no rosto, entre, fica, era divertido, mesmo em meio a bagunça faziam eu sentir que não importava a poeira, me ajudariam a arrumar, que boba, sempre fui uma boba, se a casa era minha, se à construção era nela, se à casa era eu, porque outras pessoas tinham que arrumar a bagunça comigo? Sendo que elas, elas eram o motivo da bagunça.. E pronto, mais uma parede quebrada, mais uma janela destruída, mais uma sujeira que eu deveria limpar, e era cansativo ter que limpar tudo aquilo sozinha, choveu durante noites, droga, eu não deveria ter chorado tanto. Até que um dia à primavera veio com tudo, o sol brilhou mais forte e foi aí que eu entendi, custou tanto cuidar do meu jardim não é qualquer um que pode entrar aqui, não mais. Não vou implorar que alguém fique, principalmente se for para tirar minha paz,qual é? é tão bom sentir o vento no rosto, um som divertido, o cheiro do mar.. Opa, por aqui não tem mar, mas ainda tem Paz, e tudo bem, conto os dias que vou molhar meus pés com tudo naquela água salgada, eu quero o barulho das ondas e catar as conchinhas de novo, cada uma mais linda que a outra, tô viajando demais… Ei garota volta ao mundo real por favor.. Mas enfim, foi divertido não foi o tempo que passou aqui? Mas eu entendi, não é todo mundo que compra passagem apenas de ida, algumas surgem já pensando em voltar, tem gente que passa as férias aqui só enquanto os problemas não vão embora, ou ficam apenas horas, ou uma noite, pedindo que eu às escute, e tudo bem… Adoro ajudar as pessoas, porém não imploro, não mais … Quer ir? vai, e vai correndo. Eu peço que sente, te sirvo um chá, um café, uma água, sei lá, vamos conversar, mas se você virar e me falar, preciso ir, não posso ficar, já deu à hora e ei garota, não vou voltar, me levanto e abro a porta para você, foi bom não foi? O tempo que passou aqui? Mas eu aprendi, que não vale a pena perder a paz por quem decidiu partir, sei que minha casa ainda precisa de ajustes e ando trabalhando nisso, é loop eterno de bons, bons reparos. Mas olha o tanto que eu já construir, e é, insistir em gente complicada? De complicada mesmo, já basta eu.

Coragem.

Hoje é dia 24 de maio 2018.
Até que fim criei coragem de tirar daquela minha agenda “velha” todas as coisas que penso, de contar a minha historia e entender que tudo bem, tudo bem ter medo de se expressar (só não está tudo bem deixar que isso te impeça de fazer o que você tanto tem vontade) e aqui estou, não sei como vai ser, não sei se vou agradar á todos nem se tantas pessoas vão fazer questão de embarcar nessa viagem comigo. E, espera.. Preciso respirar. Pronto, pronto… Para de ser boba. Só quero dizer que agradeço por todos que vai parar e me “escutar” um pouco!